Adaptações e Releituras de Orgulho e Preconceito
- Nathalia Silva
- há 7 dias
- 4 min de leitura

Há exatos 213 anos, foi lançado o que seria um dos maiores romances com dinâmica enemies to lovers da história.
Até os dias de hoje, Orgulho e Preconceito ocupa a posição de um dos melhores romances da literatura e do cinema, além de ser o favorito do grande público.
Em homenagem a esse grande marco na cultura pop, hoje vou listar algumas adaptações e releituras famosas de Orgulho e Preconceito de Jane Austen.
Orgulho e Preconceito (2005)

Essa, sem dúvida, é a adaptação mais popular da obra. Apesar de não ser tão fiel ao livro, continua sendo um dos favoritos do público até hoje (inclusive amo).
Lançado em 2005, com direção de Joe Wright, Keira Knightley brilhou lindamente como nossa garota Lizzie e Matthew Macfadyen foi impecável como Darcy.
Orgulho e Preconceito (1995)

(Quando eu descobri que o Colin Firth interpretou o Darcy, eu caí para trás)
A minissérie da BBC, lançada em 1995, é considerada a mais fiel ao livro de todas as obras feitas com base em Orgulho e Preconceito.
Dirigido por Simon Langton e estrelando Jennifer Ehle como uma Elizabeth mais resguardada e Colin Firth como um Darcy mais direto (e ainda mais cara fechada).
Orgulho, Preconceito e Zumbis (2016)

(Eu fico indignada que as pessoas não gostaram desse filme)
A proposta de "Orgulho, Preconceito e Zumbis" é, na minha opinião, extremamente criativa. Cara, Lizzie e Darcy? Lutando com zumbis? Eu nunca teria pensado nisso.
Nossos protagonistas são interpretados por Lily James, eterna Cinderela, e Sam Riley, nosso Diaval da Malévola (e o primo chato que está na imagem é interpretado pelo Matt Smith, eterno 11º Doutor de Doctor Who). Com roteiro adaptado e dirigido por Burr Steers, se baseando no livro de Seth Grahame-Smith.
Orgulho e Preconceito (1940)

Infelizmente, não se tem histórico do filme completo, apenas fragmentos de algumas cenas dessa adaptação de 1940.
Pessoalmente, fiquei até empolgada em saber que existe uma versão antiga, mas ao mesmo tempo triste de não encontrar o arquivo de vídeo para poder assistir.
O casal principal foi elencado com Greer Garson como Elizabeth e Laurence Olivier, o diretor da adaptação foi Robert Z. Leonard.
Orgulho e Preconceito (2003)

Pensa em um filme de comédia romântica típico dos anos 2000, com jovens na faculdade, festas e que se passa nos EUA ao invés da Inglaterra.
Essa é a proposta de Orgulho e Preconceito de Andrew Black: uma releitura contemporânea, sem deixar de lado a essência da história, o preconceito entre classes. Escrito por Anne K. Black, Jason Faller e Katherine Swigert. Com Kam Heskin como Lizzie e Orlando Seale como Darcy.
Noiva e Preconceito (2004)

Diretamente de Bollywood, um musical colorido e animado sobre uma mulher indiana que se apaixona por um (firango) estrangeiro norte-americano. Por conta da cultura, a família não aprova e tenta encontrar outro pretendente para a moça.
Dirigido e escrito por Gurinder Chadha, com o casal principal formado pelos atores Aishwarya Rai como Lalita (seria no caso a Lizzie) e Martin Henderson como o Darcy (não mudaram o nome do bonito).
Orgulho, Preconceito e Azevinho (2018)

Aqui a história é diferente, Darcy é mulher e Lizzie é homem (resumidamente).
O filme se passa no período de Natal, onde Darcy volta para sua antiga cidade para realizar um evento beneficente com Luke, que é dono de um restaurante e antigo rival.
A releitura foi dirigida por Don McBrearty, baseada na releitura escrita por Melissa de la Cruz e com os protagonistas interpretados por Lacey Chabert e Brendan Penny.
Orgulho e Preconceito: Tornando-se Elizabeth Bennet (2019)

Essa releitura se resume a uma moça que consegue o papel para interpretar Lizzie Bennet em um novo filme, mas tem dificuldade em encarnar o sotaque britânico. Quem a ajuda é o seu parceiro de cena que interpretará Darcy e eles acabam entrando em um romance real fora das telas.
O filme foi dirigido por Michael Kampa, escrito por Elizabeth Snoderly e Erin Murphy West e estrelado por Lexi Giovagnoli como Kate e David Witts como Will.
Death Comes to Pemberley (2013)

Eu achei a proposta desse bem interessante, pois a história da minissérie da BBC One se passa poucos anos depois dos acontecimentos da trama original.
Lizzie e Darcy, agora casados, acabam se envolvendo na investigação de um assassinato em que Wickham é o principal suspeito. Muito a contragosto, mas por consideração à família da esposa, Darcy ajuda a desvendar quem é o real culpado.
Dirigido por Daniel Percival e com Anna Maxwell Martin como Elizabeth e Matthew Rhys como Darcy. Ah, me esqueci de mencionar, mas a minissérie é baseada no livro da autora P. D. James que usa os personagens de Orgulho e Preconceito.
O Diário Secreto de Lizzie Bennet (2012)

A websérie é mais uma releitura contemporânea da obra de Jane Austen, onde Lizzie é estudante de comunicação que tem um vlog pessoal onde fala sobre questões pessoais e, não poderia faltar, sua relação com William Darcy.
Dirigido por Bernie Su e Margaret Dunlap e estrelado por Ashley Clements como Lizzie e Daniel Vincent Gordh como Darcy.
Lost In Austen (2008)

Essa outra minissérie também tem uma proposta bem legal. Amanda é como a gente do mundo real e fã das obras de Jane Austen, acaba trocando de lugar com a Elizabeth do livro e bagunça a história toda (quem não iria).
Com direção de Dan Zeff, escrita por Guy Andrews e estrelando Jemima Rooper como Amanda e Elliot Cowan como Darcy.
Orgulho e Paixão (2018)

(Esse merece uma menção honrosa sim!)
A novela brasileira escrita por Marcos Bernstein e dirigida por Fred Mayrink mistura não só Orgulho e Preconceito, mas também outras obras de Jane Austen, como: Razão e Sensibilidade, Emma e A Abadia de Northanger.
A trama principal segue com os personagens de Orgulho e Preconceito, interpretados por Nathalia Dill como Elisabeta e Thiago Lacerda como Darcy.
Realmente, não tinha noção de que existiam tantas obras baseadas em Orgulho e Preconceito, Jane Austen, você é uma gênia.
Fontes:





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